quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Papagaio de Pirata



O curso de Comunicação Social me ensinou várias coisas úteis e interessantes. Descobri também o que significa o termo "Papagaio de Pirata" (o que não se enquadra entre o útil ou interessante). No jornalismo, o Papagaio de Pirata é sempre aquele assessor, assistente bronco, jagunço, segurança, secretária que nunca vai estar à frente do microfone e se posiciona exatamente no quadro da câmera para sair na foto junto com quem a pessoa relevante naquele momento. Ou seja, alguém que na cadeia alimentar está pertinho do Plâncton. E essa prática é um tanto quanto normal no meio dos jornalistas (eu não sou um) e também é uma expressão óbvia para qualquer um entender, quando colocada no contexto correto.

Mas os papagaios estão em plena época de reprodução. Ainda mais em época de campanha, tem gente que quer aparecer na foto de qualquer jeito. Seja na foto em palanque, fazendo bravata ou na foto com um artista famoso. O importante é mostrar a cara feia pra todo mundo ver. Fico pensando aqui como deve ser deprimente passar a vida esperando que o Pirata morra para poder voar. Porque até então, vai ter que dar o pé e ficar ali, eternamente, posando e pousando, no ombro do capitão, ou seria do comandante?

Papagaios são bichos reconhecidamente espertos. Nascem pelados, ganham uma penagem chamativa, sabem muito bem como chamar a atenção e até falam. Por incrível que pareça conseguem falar até 900 palavras. É o único bicho que sabe falar como um ser humano. Realmente impressionante, tenho que dar o braço a torcer que esse bicho é realmente inteligente. Mas enfim, é um bicho, um passarinho chato pra cacete, um mero papagaio que só repete e repete incessantemente o que ensinam pra ele e em momentos inoportunos.

Quem é que gostaria de ter um papagaio atormentando a paz? Aposto que muita gente, eu inclusive, teria vontade de enfiar uma bala, uma pedrada ou estraçalhar o papagaio alheio, mas enfim. Não fazemos  isso, porque o bicho é até divertido de vez em quando pelas bobagens que fala, está em extinção e é protegido por uma sigla qualquer. E enquanto os papagaios não se extinguem, torcemos para que um corsário qualquer resolva fazer um ensopado deles.

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