sexta-feira, 22 de maio de 2009

POBRE MENINA RICA




Essa aí em cima é Lucy Gordon. Bonita, cara de boneca. Defunta. O namorado a encontrou enforcada no apartamento, que diga-se de passagem ele estava dentro. Isso que é sono pesado! Aí eu me pergunto de forma mecânica. Que raios fez a mocinha se matar? E no mesmo instante eu mesmo me respondo: não me interessa. Quer dizer. Não interessa a ninguém.

É muito fácil neguinho pegar e ficar falando que a mocinha era rica, tinha tudo que muita gente sonha, que era (quase) perfeita, e mais um monte de baboseiras. O ser humano é realmente muito, mas muito escroto. Porra, cada um tem sua vida, seus problemas, seus motivos. Se a mulher era rica, vivia no estrlato e bonita ela não pode comparar a vida dela com um camarada que mora no Sudão, doente e com fome. Pra ela não faz a mínima diferença se ela tem tudo que ele sonhou. É tudo uma questão de proporcionalidade. Matemática pura.

Eu tenho um carro. Gasto 450 paus só com gasolina. Esses 450 paus são muito mais que um pai de família tem pra sustentar ele, a mulher, e sei lá quantos filhos. Da mesma forma, como eu ando com meu carro, tem gente que anda com carros mais caros, de helicóptero, de jatinho. Se o meu problema hoje é pensar em como arrumar dinheiro pra trocar de apartamento, tem gente que nem sonha em ter um apartamento ainda mais em trocá-lo. Mas o meu problema é trocar o meu apartamento porque preciso de mais espaço para seguir com meus planos e não dá para doar minha casa para caridade. Não que eu ignore os problemas alheios, pelo contrário. Me comovo pra caralho com o que rola por aí. Mas infelizmente não é problema meu, porque se fosse eu dava um jeito de resolver.

Sendo assim, respeito as pessoas que aceleram a subida, e desejo sorte seja lá no que for acontecer com a mocinha dos olhos azuis a partir de agora.

E tudo não seria bem mais fácil se todo mundo se respeitasse e parasse de entrar pela porta dos fundos da vida alheia?

Vai nessa, menina Lucy sorridente. Uma pena, mas fazer o quê?

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