quarta-feira, 20 de maio de 2009

Dia de estréia





Dias de estréias são deveras interessantes.

Sessões premieres de filmes atraem um bando de gente que não sabe o que está assistindo mas está lá porque tem um monte de câmera fotográfica e repórteres da Caras.


A primeira ressaca é inesquecível, assim como o primeiro pé na bunda. Mas o que seria do primeiro pé na bunda se não fosse a primeira paixão? Não teria graça nenhuma. E esse lance de paixão só surgiu porque um dia rolou o primeiro beijo, melecado, molhado, nojento pra cacete.

Os meninos têm primeiras vezes um tanto quanto estranhas: primeiro soco na boca (levado e dado), primeiro problema com a polícia, primeiro carro roubado e a famosa apresentação ao baixo meretrício, apesar desse último estar diminuindo freneticamente.


Já as meninas têm sua primeira paixão pelo professor, a primeira menstruação que geralmente cai no dia da educação física, do clube ou da roupa branca, a primeira decepção amorosa e a primeira melhor amiga. Primeira das 2543 melhores amigas que elas terão por toda a vida.


Mas se estamos falando em estréas vamos ao que realmente interessa. Minha primeira vez foi em 2003, se não me falha a memória. Lá se vão seis anos. Há mais de três que não escrevo regularmente, mas nunca parei de pensar nisso. Então vamos lá. Retirar a poeira dos dedos e torcer pra pegar uma tendinite aguda.
Hoje reinauguro, em outro endereço, meu blog. Tudo novo. Só eu, mais velho, mais ranzinza e com mais dor na coluna que sou o mesmo. Quer dizer, com uns 10 kg a mais.

Isso aqui vai ser como se fosse uma primeira vez, mas sem a frescura e nem o medinho de saber se vai ser bom pra você. Porque como era no aposentado "Sem Firula", não vou estar nem aí pra o que você acha, mas sim para o que eu penso. E para marcar a estréia desse que vos fala, nada melhor que a célebre frase:

Se não gostou, entra na fila cumpadi!

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