Mas eu vou escrever um texto sobre futebol? Não entendo nada e nem torço loucamente para o meu time, Fluminense. Não, não vou. A Copa foi um evento único, uma atmosfera completamente diferente do que já tinha experimentado até hoje. Conheci pessoas bacanas, vi gente curiosa, pude presenciar expressões de paixões, alegria, tristeza. E no meio desse turbilhão eu passei mais de um mês longe da minha família, da minha namorida, da minha filhota, do meu molequinho. Como foi difícil, como espero que esses últimos 3 dias passem logo para eu voltar e retomar tudo o que mais importa pra mim.
Como eu sou uma esponja e sempre tento absorver algo de todas as situações, aprendi com a minha tristeza, a minha angústia, minha distância que eu sozinho não sou nada e que as pessoas que eu amo, são quem me deixam forte e me fazem querer ir pra frente. A Copa do Mundo foi uma escola técnica, porém foi uma escola muito muito muito mais pessoal e ajudou a entender um pedaço desse quebra cabeças que a gente costuma chamar de vida.
33 dias depois, aqui estou eu parado e fazendo um review desse mês e de algumas outras coisas. Acho que quanto mais as pessoas entenderem que o mundo não gira em torno umbigos e que não existe um dono da razão, será melhor para todos nós. Será melhor para a sociedade, porque teremos pessoas mais colaborativas e menos prepotentes; será melhor para as crianças que terão mais atenção dos seus pais e será melhor para casais que trocarão sentimentos verdadeiros, sem a mínima possibilidade ou necessidade de esconderem algo um do outro, de mentirem, de transformar a vida numa eterna disputa.
Tudo fica mais fácil, todos ficam mais felizes quando você realmente descobre que precisa de amor para viver. Bem, eu descobri isso em mim. Simples assim.

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